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Local da saudosa Festa de Yemanjá, o Red River guarda mais segredos, e botequinhos, do que podemos imaginar / Foto: Tiago Munch

Sábado a noite tudo pode mudar. Isso, Coisinha, começa logo com uma música ruim ou um clichê – ou, no caso, os dois juntos – para espantar metade dos possíveis leitores – que fiquem apenas os bons ou, no caso, os pacientes.

Mas, clichê, música ruim ou ditado popular, fato que esta bendita frase é verdade.

No último dia 11 de setembro foi aniversário de um grande amigo e data do espetaculoso atentado as Torres Gêmeas norte americanas. É, uma mistureba de acontecimentos tão grande que resultou até em Michelle Obama fezendo um minuto de silêncio em homenagem ao meu amigo – só para contextualizar.

Naquela noite, lá fui eu e mais uma amiga, levando cada uma um pote de musse de morango com uma estrelinha de São João para cantarmos o parabéns, rumo ao bairro queridinho de todos: o Red River – para os íntimos.

Desaguamos na cachaçaria Água Doce – ponto inicial do que seria a nossa rápida e estranha turnê pela noite do Rio Vermelho. De fusão de mega empresas e dumping na bolsa de ações até os estranhos nomes de esmaltes Deixa Beijar e Rebu, tome-lhe assunto.

Conversa vai, conversa vem. Cachaça vai, cachaça vem.  Enfim, chegou a hora de encerramos a boa prosa e i irmos para casa.

Ou melhor, irmos para o meio do caminho de casa.

     – E aí, é pra casa mesmo?! – Perguntou para nós o carro.

     – Bem, eu tô de boa. A gente podia só ver o movimento, né?! Do carro mesmo. São 1h da manhã, tá cedo. – Respondemos.
       (Lê-se: “Tomara que nossos respectivos amores durmam cedo esta noite”)
       (Lê-se: ” Amor, se você estiver lendo – e eu sei que você vai ler – lembre que eu te amo pra caralho, viu?!).

Bem. Se tem um lado bom em uma cidade que não valoriza a produção cultural dela mesma é que cada inferninho de Salvador cobra pouquinho pela entrada e quase nada pela cerveja. Bem. Se tem um lado ruim em uma cidade nas mesmas condições citadas anteriormente é que cada inferninho oferece pouco de coisa bacana e quase nada de gente bacana.

     – Sem polêmicas. Para quem faz um bom trabalho, lembre-se: Who the cap, fit, let them wear it.

Decidimos, então, por três opções: Boomerangue, Boomerangue ou Boomerangue.

Mas, a Boomerangue fechou e um buraco abriu sobre os pés dos soteropolitanos. Se bem que, pensando melhor, lá o esquema sempre dava em uma coisa:

Noite da Música Brasileira – Terminava em festa GLS

Noite Pseudo Indie – Terminava em festa GLS

Noite Rock – Terminava em festa Emocore, ou seja, festa GLS

Ainda assim, a Boomerangue foi uma inegável plataforma de suporte a novos artistas e trabalhos musicais de qualidade . Retrofoguetes, Orkestra Rumpilezz e excelentes Djs tiveram espaço garantido por lá. Uma pena – Pausa para minha homenagem.

     – E agora, velho?

     -Vamos estacionar e só ver como é que estão as coisas.

Foram tantos passos que conseguimos completar a lista de 7 lugares em menos de 50 minutos – o que não é nada se considerarmos que só de portinhas cheias de gente são mais de 20 nos arredores de Dinha.

O roteiro foi:   

  1. Água Doce – Cachaçaria
    …e comidas típicas nordestinas – Isso segundo o cardápio, que não me explicou de que lugar do nordeste era o pastel 4 queijos, o sorvete de chocolate e o drink Morango com Champagne.
  2. Ali do Lado – Bar, Música ao vivo
     … e “um Djzinho tocando para uma gente legal” – Palavras do segurança do local, que por sinal, não é mais do lado que era.
  3. Tarrafa – Botequim e Galeria
    …Quando entrei não sabia se era Rap ou Reggae, aí descobri que era Ragga, e da melhor qualidade. Roleta Russa rolando a torto e a direito – Tô com a marca do carimbo de saída do local no braço até agora – mas deve ser mais sustentável que as pulseirinhas de papel, vou descobrir no EcoD (um beijo pro pessoal ecotudodebom!).
  4. Padaria – Bar e Restaurante
    …De padaria só tem o nome. “Nunca vi um sanduiche custar 20 reais em uma padaria” – Reclamou o amigo do meu amigo.
  5. Borracharia – Danceteria
    …Com o start dado à meia noite, o local é pra dançar mesmo – não queira sentar, até porque não tem cadeira. Mas, quem não curte uma boa seleção musical rolando até cedo da matina?
  6. Pirâmide do Rio Vermelho – Complexo Gastronômico e Cultural
    …O complexo é mesmo complexo. A arquitetura é faraônica, é café, livraria e palco de show, e tem um nome pomposo, mas a galera está se esforçando para trazer um público jovem para o local. Notório e valoroso.
  7. Largo que é de Santanna mas que desde que eu me entendo por gente é de Dinha (1,2,3 – Fight)
    …Preciso comentar? Só posso dizer que entre segunda-feira a noite e domingo meia noite alguém sempre me liga com uma pergunta: “E aí, bó padinha?”. E quase sempre eu respondo: “Rapaz, eu já tô indinha”.

Só te digo uma coisa: Êeeea!

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